Berçário Bebê-Aba | METODOLOGIA
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METODOLOGIA

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Fundamentação do Método Montessori

A filosofia montessoriana possibilita ao educando oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades, tendo em vista as diferenças individuais, promovendo o desenvolvimento do espírito crítico, o sentimento de liberdade e responsabilidade e o respeito às normas sociais, visando uma convivência harmoniosa e de respeito pela liberdade do outro.

O sistema educacional Montessori é coerentemente centrado na pessoa da criança e supõe que todo o seu desenvolvimento se faz segundo os princípios:
• Todo ser se desenvolve segundo a linha de sua natureza e assim, o homem desde os primeiros anos de sua existência, é capaz de dar resposta aos estímulos do real, por sua mente absorvente inconsciente e depois consciente;
• O homem, pela unicidade de seu ser, desenvolve-se como um todo integrado, corpo, alma e espírito;
• Como ser dotado de uma força vital é capaz de auto crescimento e, portanto, desenvolve-se, sobretudo por atividade espontânea e livre, em ambiente apropriado;
• Como ser dotado de capacidade reflexiva, por natureza, deve viver em diálogo com os elementos do cosmos, uma vez que é sensível a eles.

Por ser social, o homem não cresce harmoniosamente sozinho: é no dar e receber que faz desencadear o seu potencial e o dos outros.

Este método constitui-se não só num complexo pedagógico, mas numa Filosofia, baseando-se num sistema de valores essenciais à formação do Homem Consciente e Responsável.

Para Montessori, o sentido de consciência é a capacidade de perceber e responder aos apelos do real, que significa tudo que existe como natureza criada: o mundo físico, mineral, vegetal, animal; o “eu” e o “outro”.

A elaboração pedagógica de Maria Montessori nasce de suas constatações experienciais e aspira por uma sociedade melhor que acolha o homem para o seu aperfeiçoamento.

Dar à criança consciência da evolução do homem no planeta, introduzi-la na história, fazê-la responsável pela vida vegetal, animal e humana, situá-la na comunidade e na grande aldeia global são os verdadeiros objetivos que Montessori propõe para a educação.

O Ambiente Preparado

“Ajude-me a crescer mas deixe-me ser eu mesmo”.

Se o próprio ambiente oferece à criança oportunidades de crescer pela atividade que ele propicia, não é necessário interferir. Apenas guiá-la para que ela não mude o que é, mas cresça como é.

Sendo a criança ser em desenvolvimento, rica em possibilidades, ressalta a necessidade de condições adequadas à atualização de seu potencial. O Sistema Montessoriano consiste exatamente em atender a essas exigências para ajudar o desabrochamento da vida da criança.

Trata-se portanto, de uma pedagogia “ centrada” na criança e as condições ótimas de crescimento para ela sintetizam-se no fator educador difundido num AMBIENTE PREPARADO, vivido por um professor preparado e pela criança que se auto-constrói.

O ambiente preparado por Montessori encoraja o desenvolvimento social porque torna necessário o respeito aos objetos e à individualidade alheia. Sendo projetado de acordo com as necessidades das crianças torna-se atraente e estimulante, convidando-as a participarem de todos os tipos de atividades.

O ambiente preparado tem por finalidades:
• Favorecer a atividade da criança permitindo-a mover-se acertadamente em função de fins bem determinados e precisos;
• Tornar a criança, nas atividades propiciadas, o mais possível independente do adulto, levando-a a adquirir auto confiança, autodomínio e um acurado comportamento de observação;
• Permitir que cada criança caminhe de acordo com seu próprio ritmo;
• Proporcionar trocas de experiências entre crianças de diferentes idades.

Fisicamente ele se caracteriza por ser:
• Proporcional ao tamanho da criança (para mover-se corretamente);
• Limitado (evitando estímulos desnecessários);
• Simples (eliminando tudo que possa confundir);
• Modificável (favorecendo ajustes aos interesses do momento);
• Ordenado (local exato de cada coisa);
• Atraente e calmo.

Normalização

É o conhecimento e o domínio do Eu físico, psíquico e espiritual, buscando a “normalidade”, o ritmo biológico natural, a “quietude” mental, que proporcionará condições perfeitas para a aquisição da aprendizagem, para o desenvolvimento espiritual, para o fortalecimento emocional.

Formas de normalização:
Normalização Assistemática: – A rotina diária
– Atitudes da professora (modelo)
– Ambiente adequado.

Normalização Sistemática: – Aulas de Linha
A aula de linha consta de fases que, quando executadas com consciência, proporcionam ao aluno condições de reflexão, interiorização, auto-conhecimento, assimilação de novos conceitos, retomada de conceitos já trabalhados e fixação de conceitos assimilados levando à acomodação.

Materiais para as “atividades de Vida Prática”

Dentre as atividades propostas pelo ambiente preparado, a execução de tarefas da vida cotidiana – chamadas por Montessori “atividade de Vida Prática” – constituem-se o início de uma longa marcha em direção às atividades muito complexas exigidas pela escola e pela vida fora dela.

Aquilo que faz dos exercícios de Vida Prática, propostos por Montessori, algo novo é o objetivo a que os mesmos devem conduzir. A primeira coisa a ser observada é que, transcorrendo numa atmosfera de realidade, levem em conta, antes de tudo, uma ordenação de movimentos que antes a criança não conhecia.

O movimento é visto como um meio de aperfeiçoamento: pré-requisito de todas as aquisições comportamentais.

Além da ordenação, este tipo de atividade visa o desenvolvimento da auto-estima pois a criança consegue participar de atividades do mundo adulto o que a leva a concentrar-se, auto motivar-se, ser autônoma, independente e feliz consigo mesma.

Exemplos de atividades: lavar as mãos, alimentar-se sozinho, escovar os dentes, limpar a mesa, varrer o chão e etc.

Materiais Sensoriais de Desenvolvimento

Esses materiais obterão melhores resultados se forem apresentados às crianças após terem adquirido certa concentração ao trabalharem com eles os materiais. Podem ser, por exemplo, os de Vida Prática.

Ao contrario desses materiais, que não obedecem a uma determinação científica, os materiais Sensoriais são fixados em sua quantidade e em suas qualificações, ou seja, seguem uma determinada qualidade física dos objetos, tais como cor, forma, dimensão, som, grau de aspereza, peso, temperatura, etc… Há uma graduação diferente em cada conjunto de material na qual essa diferença de objeto para objeto varia regularmente e, quanto possível, é matematicamente estabelecida. São ainda características desses materiais:
• isolar uma qualidade única;
• possuir o controle do erro;
• ser graduado em seus elementos;
• ser limitado;
• ser estético.

Materiais para a aquisição de Cultura Escrita

No sistema Montessori, o tempo exigido para a aquisição da escrita, da leitura e das operações aritméticas fundamentais é reduzido a algumas semanas, graças a uma preparação indireta anterior, representada pelos exercícios com o material Sensorial, que começam a ser trabalhados no Berçário.

O estímulo da Linguagem é realizado através da nomenclatura, conversa, leitura, músicas, até a apresentação informal de diferentes gêneros textuais para que na Educação Infantil possam dar continuidade ao processo de alfabetização.

Artes

Nesta faixa etária trabalhamos para que as crianças entrem em contato com diferentes linguagens artísticas como pintura, música, teatro, escultura, entre outros, tendo a possibilidade de experimentar e vivenciar a arte em diferentes situações do dia-dia.

Conhecimento de Mundo

Ter o primeiro contato com o cosmo, com o mundo, com a natureza, com questões sociais são possibilidades nesta área de conhecimento a partir de atividades práticas e sensoriais.

O Professor Montessoriano

“Quanto mais ativo é o mestre, mais passiva é a criança.
Quanto mais passivo é o mestre, mais ativa é a criança.”

Para Montessori, o trabalho do professor é o de um Guia. Ele guia ensinando o manuseio do material, utilizando palavras exatas, orientando cada trabalho; guia ao impedir qualquer desperdício de energia ou, eventualmente, restabelecendo o equilíbrio.

Seu dever principal na prática, é o de explicar o uso do material. Os objetos, e não o ensinamento da professora; sendo a criança que os usa, ela é a entidade ativa, e não a mestra.
O educador montessoriano tem como funções:
• Preparar o ambiente e o material;
• Levar a criança a se auto- corrigir;
• Levar a criança a se auto- disciplinar;
• Levar a criança a respeitar o trabalho dos colegas;
• Servir de intermediário entre o material e a criança;
• Ensinar o manuseio do material e o método de trabalho;
• Ser um elo de união entre o meio e a criança.

Para que isso ocorra o educador deve:
• “Diminuir” para que a criança possa crescer;
• Deixar a criança ser o centro do processo educativo;
• Ser alguém que influencia e não impõe;
• Ser firme e seguro na colocação de limites;
• Evitar ajudas inúteis naquilo que a criança mesma tem capacidade de fazer;
• Ser silencioso, tranquilo, falando pouco e em agradável voz baixa;
• Moderado nos gestos, avesso à pressa;
• Exato na apresentação do material, concentrado naquilo que está fazendo;
• Evitar prêmios e castigos.

No Sistema Montessoriano, o professor é mais passivo que ativo e sua paciência deve estar composta de ansiosa curiosidade científica e de absoluto respeito pelo fenômeno que queira observar.

É preciso que o educador entenda e sinta sua posição de observador, pois é nessa fase que a criança apresenta as primeiras manifestações psíquicas de sua vida.

No método Montessori, o professor ensina pouco, fala pouco, mas observa muito e,
sobretudo tem a missão de orientar a atividade psíquica e o desenvolvimento fisiológico das crianças.

Para Maria Montessori, “um homem vale não pelo que tenha recebido de seus mestres, mas pelo que tenha feito”